DECIMO TERCEIRO DIA
Ludmila Rohr

Namaskar!

Adoro a palavra superação. E quando ela se refere a uma superação de si mesmo e de obstáculos, fica melhor ainda. Esse foi um dia de superação.

Essa é uma viagem muito intensa pela Índia, ficamos em hotéis muito bons, comemos bem, vamos a lugar belíssimos, mas nos superamos o tempo inteiro, e isso precisa ficar registrado, porque precisamos nos apropriar das nossas conquistas para poder significá-las o tempo inteiro, elevando o nosso nível de poder e de autonomia.

Passamos o dia viajando e contarei o que rolou na viagem, mas antes quero agradecer a cada uma dessas mulheres "deusas" que estão comigo nessa jornada. Meus parabéns e agradecimento a Daniela, Isabel, Rapha, Fernanda, Renilda, Carolina, Hildeth, Lili e Beth. Vocês são maravilhosas, poderosas, corajosas e centradas. Desejo a todas vocês muitas apropriação e uso desse poder nas suas vidas. Essa foi uma viagem longa e cansativa, mas o humor permaneceu elevado, a tranqüilidade e harmonia foram o perfume constante durante todo o trajeto de trem e de ônibus e, só quem já viveu essa experiência, sabe realmente do que eu estou falando, não é fácil. A viagem foi linda e tranqüila e isso se deve à maturidade emocional desse grupo que já existe no universo como um corpo.

Conversamos muito durante o trajeto, e um assunto inesquecível foi o sobre o livro que Gui está lendo "O que faz de você um não budista". Muito legal. O autor, um monge, discorre sobre quatro condições importantes para você se considerar um budista: compreender a impermanencia, nada é permanente, e não devemos alimentar ilusões a esse respeito, nem o agradável, nem o desagradável; nenhum estado é permanente. A impermanência é uma lei. Depois precisamos entender que as coisas não tem existência própria, elas existem por que as alimentamos com os nossos pensamentos e emoções. Uma terceira (não necessariamente nessa ordem) é que todas as emoções são perturbadoras (todas), pois costumamos achar que só as emoções que nos causam desprazer são perturbadoras. As emoções geram apegos ou aversões, e nos aprisionam e por fim, que o Nirvana está acima de qualquer conceito. É muito mais do que poderíamos conceituar e não está associado a nenhuma idéia. Profundo, não? Tudo isso na estrada!

Passamos por Orcha, que é uma pequena cidadeentre Jhansi e Khajuraho e visitamos suas ruínas incríveis, mas como somos um grupo abençoado, chegamos na cidade no dia de um Festival (Mela). Havia um altar na praça e as pessoas cantavam e faziam oferendas...incrível Temos tido muitas bênçãos nessa viagem.

À noite, fomos assistir um show de danças típicas indianas e todas as Deusas voltaram para o hotel famintas e exaustas...vamos estar abertas para o que nos aguarda amanhã!

Que os Deuses nos acolham em seus braços poderosos e reconfortante!

Ludmila