DECIMO SEGUNDO DIA
Ludmila Rohr
Namaskar!
Vou escrever pouco agora, mas não posso deixar para amanhã, pois temo esquecer de relatar o que soubemos agora e isso seria imperdoável.
Acabamos de voltar de um jantar em restaurante bem legal, com uma comida muito simples e muito saborosa com um atendimento muito amoroso. A caminho do restaurante o Gui nos deu uma notícia muito ....(não sei que adjetivo usar). Vocês lembram dos rinpochês que encontramos no trem a caminho de Rishkesh e que fomos visitar no monastério? Estávamos acompanhadas do monge Gabriel, foi um encontro muito incrível e que continua a produzir desdobramentos.
O monje Gabriel escreveu para o Gui o seguinte hoje:
"Nós estivemos em Dehradun, fazendo Kora (circulos de oração) em volta da estupa deste grande mestre no mesmo dia em que ele entrou em parinirvana (morte consciente) no monastério ao lado. Lembra que quando liguei disseram que o monastério estava fechado? Pois então, provavelmente tenha sido este o motivo e nobre silencio e tranqüilidade por lá.. não tenho muitas palavras para lhe expressar o sentimento que tive quando soube que estava lá ao lado prestando homenagem ao monastério ao mesmo tempo que Kyabdje Minling Trichem Rinpoche entrava em paranirnana....Passe para o pessoal do grupo, acredito que tenha ocorrido uma grande interdependência nossa com esse momento, com certeza!
Um grande abraço, do monge."
Não sei o que sinto nesse momento, mas sinto que vivemos algo muito importante e nem nos demos conta disso, mas que de alguma forma tínhamos que estar lá!
Amanhã cedo viajamos para Kajuraho de trem e também pela estrada....mais histórias.
OMmmm....
Ludmila