DECIMO PRIMEIRO DIA
Ludmila Rohr

Namastê!

Taj Mahal........Uau!!!!!!!

Vocês podem imaginar o que é chegar ao Taj Mahal com tudo escuro e ficar admirando-o enquanto o sol vai aparecendo? Estava super escuro e super frio quando chegamos, então o dia foi raiando, o céu foi azulando e o Taj, majestosamente surgiu à nossa frente.

Fiquei também muito emocionada em assistir as meninas encantadas com o que estavam vendo e o difícil para mim é encontrar palavras para descrever!

Ele é tão lindo, tão lindo, tão perfeito que quase nos esquecemos que é um mausoléu, quase nos esquecemos que ele fala de uma história triste e de uma perda grande. Estava tão frio que quase congelamos, um vento de cortar os ossos entrava através das nossas roupas e nos colocava em contato com uma sensação congelante. Mas nada disso conseguiu diminuir a nossa admiração e encanto.

Uma reflexão importante me foi contada após essa visita. Uma pessoa que sonhou por muitos anos conhecer o Taj Mahal se deparou com uma frustração, não a respeito da beleza dele, mas com relação a experiência em si.

Compreendo que isso é algo bem humano, a respeito de projeções e frustrações, como sonhar muito com algo e preferir manter no plano dos sonhos, pois a realização do sonho acaba com ele, assim como o orgasmo termina com a excitação. Somos assim preferimos a tensão e a expectativa, à realização e o relaxamento.

Tiramos muitas fotos e certamente o fotografamos mais ainda nas nossas mente e coração, pois a partir de agora o Taj Mahal não mais faz parte do nosso imaginário, mas da nossa realidade. Incrível, não?

De lá volatmos para o hotel, tomamos o café da manhã, mais ou menos extasiados e fomos para o Red Fort, onde viveu aprisionado pelo próprio filho, o homem que construiu o Taj Mahal. O lugar é, como tudo aqui, de dimensões absurdas que faz com que sintamos a nossa insignificância física. Encontramos uma baiana que mora na suíça e é médica, ela nos escutou e veio falar conosco, super legal; e encontramos Leo, um rapaz gaúcho que estava na Zâmbia, trabalhando em organizações humanitárias, ele passou o dia conosco. A experiência de encontrar pessoas num lugar como esse é tão legal, porque independente de afinidades ou até mesmo de qualquer outra coisa, nos sentimos imediatamente próximos e como se nos conhecêssemos há muito tempo.

O pessoal continuou na rua e eu vim para o hotel escrever para vocês, tomei um delicioso banho de banheira bem quente e me deparei com as minhas culpas quase totalmente hipócritas de tomar banho em uma banheira cheia de água enquanto a maioria das pessoas nessa cidade, no meio de um deserto, não tem uma gota de água em casa. Digo hipócrita, pois continuei no meu banho e nada mudou no mundo por causa da minha culpa, nada fiz de produtivo com ela, aliás, como sempre...

Ludmila Rohr