05 FEV 2008
Ludmila Rohr

Namastê!

Nem posso acreditar que estou na Índia outra vêz! Acho que isso é um mérito!

Fizemos uma viagem tranquila e como parece que somos um grupo abençoado ainda conseguimos viajar dormindo relaxadamente, pois o avião tinha muitos lugares vagos! Quem já fez essa viagem sabe como isso é uma benção!

Chegar à Índia é o início de uma longa jornada que acontece dentro e fora de nós, e para mim me parece algo como um alimento precioso, raro, que pode causar algum tipo de desconforto mas que uma vez experimentado sempre deixa um grande desejo de experimentar outra e outra vez.

A chegada em Mumbay nos causa um estranhamento, pois definitivamente não nos remete a nenhuma fantasia que algum dia tenhamos criado a respeito da Índia. É uma cidade grande, estranha que nos cansa, cheia de ruídos, trânsito, gente e tudo mais. No mesmo dia fomos para Delhi e aí sim, temos a sensação de começarmos a chegar na Índia.

Nova Delhi apesar de ser uma cidade absurdamente grande, ela é atraente, simpática, cheia de histórias e de muitas coisas para ver...pessoas lindas nas ruas, cores, cheiros, construções, comidas...tudo novo...e o grupo..., começo a conhecer essas pessoas, começo a perceber suas expectativas, ansiedades, jeitos...me dou conta que gosto muito de gente, gosto demais de lidar com pessoas, de observá-las, de tentar me colocar no lugar delas e tentar descobrir o que elas estão sentindo, e a Índia provoca muitas reações...às vêzes vejo mêdo, espanto mas quase que o tempo todo vejo alegria, excitação e encantamento.

Rodamos muito por Delhi, mas fizemos algo que com toda certeza foi uma experiencia inesquecível para todos! Andamos de rickshaw pelas ruas estreitas da old Delhi, misturados a uma multidão impressionante, muitas cores, no meio do comércio mais incrível que existe!! Essa é uma experiencia tão incrível que pude ver em cada rosto e em cada olhar uma excitação que normalmente só vemos nas crianças...pareciamos crianças!!

Crianças felizes, escandalosas, barulhentas....de fato foi um presente dos Deuses! No meio dessa jornada pudemos ver algo que nos lembra uma procissão no Brasil, muitas pessoas felizes em reverencia e adoração a um Swami que estava naquela hora, naquela rua e no mesmo momento que nós! Uma banda tocando muito alegremente, muitas pessoas cantando, e o Swami sendo levado num verdadeiro cortejo.(Swami é uma pessoa que alcançou uma evolução espiritual que pode ser considerado "dono de si" e por isso mesmo dedica a vida ao outro, já que não mais precisa estar preocupado na realização dos próprios desejos). Talvez vocês não consigam ter a dimensão do que isso representa, mas acho que mais uma vez fomos abençoados.

Vou terminar por hoje...não contei nem a metade do que vivemos, mas viajaremos cêdo de trem par Rishkesh e tenho que descansar agora.

Shanti!
Ludmila Rohr