SEXTO DIA
Ludmila Rohr
A última noite foi congelante...achei que não suportaria e pra completar, passei mal durante à noite, de manhã, soube que Guilherme e Lili também tiveram os mesmos sintomas, náuseas, vômitos e diarréia, (isso é relativamente comum na Índia), mas já estamos de pé outra vez.
A viagem de trem nos trouxe a Delhi. Chegar em uma estação de trem indiana é uma verdadeira aventura, e dessa vez foi maior ainda. Tivemos que pegar o trem em movimento ,bem devagar, mas tivemos literalmente que “pongar” no trem. Isso num frio de congelar e de madrugada. Muito bom, não?
Delhi é muito legal, muitas coisas pra ver, uma cidade grande onde nos sentimos em casa. Fomos almoçar no Nerula, um restaurante que poderia estar em qualquer capital brasileira, esteticamente bem ocidental, pudemos comer até salada! O que é inimaginável comer na Índia
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As 9 mulheres saíram em dois grupos, uma parte para o Museu Nacional da Índia e a outra às compras, eu voltei pro hotel para dar uma descansada e estou escrevendo pra vocês.
Tenho refletido sobre como as pessoas tem experiências diferentes para as mesmas situações, não quero induzir o grupo a sentir o que “eu” acho que deveriam sentir, tenho a plena convicção de que essa é a melhor forma de fazer o meu trabalho, estar ao lado, sem tentar induzir emoções ou percepções, percebendo o que acontece com cada uma delas, percebendo as diferenças, as semelhanças, as expectativas, as reações...penso que esse é um grupo de pessoas adultas, algumas muito experientes em viagens internacionais e com contato com outras culturas...deixar acontecer é o melhor que posso fazer e com a ajuda de Guilherme, um super parceiro nessa jornada, tudo fica absolutamente mais simples...sou extremamente grata ao universo por esse encontro.
Vou descansar agora...escrevo mais tarde.
Tudo de OM pra vocês!